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Criaturas monstruosas da Mitologia Grega

abril 19, 2015

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Cérbero

O cão de três cabeças que guarda o reino dos mortos, o Hades. A fera é uma mistura de animais ferozes, pois tem garras de leão, juba feita de cobras e calda de serpente. O monstruoso protetor do Hades era filho de Tífon e Quimera, outras duas monstruosidades mitológicas. As narrativas dão conta de que alguns afortunados conseguiram escapar do abominável Cérbero, mas recorrendo a magia ou outros estratagemas, mas somente Hércules encarou o monstro e o derrotou na porrada!

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Empousa

 A filha de Hecate não era nada amistosa. Ela era uma divindade que bebia sangue de homens enquanto eles dormiam e foi rebaixada à condição de monstruosidade que devorava viajantes noturnos. Esta vampira da Mitologia Grega com uma perna de bronze e outra de cabra era um terror!

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Górgonas

 Medusa, Esteno e Euryale eram as três irmãs com serpentes em suas cabeças e presas afiadas, que possuíam o poder de petrificar quem olhasse diretamente para elas. Foram transformadas em monstros por Atena, que se incomodou com a beleza das filhas de Fórcis e Ceto, pois eram tão belas quanto a poderosa deusa da sabedoria – que não gostava nada dessa situação. Medusa, a mais famosa das irmãs, era a única das Górgonas que, também por culpa de Atena, não era dotada da imortalidade.

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Pássaros do Lago Estínfalo

 Estas criatura aladas eram metálicas monstruosidades que podiam até interromper a luz do sol sobre a Terra. Eles comiam pessoas e espantavam o terror por onde passavam, mas Hércules – novamente ele – matou as aves terríveis usando flechas envenenadas com sangre de uma hidra.

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Quimera

 O híbrido monstruoso tinha três cabeças, mas só uma em seu torso, que era de um leão. Uma cabeça de cabra pendia desde suas costa e outra cabeça de dragão que cuspia fogo também compunham a constituição da besta mitológica, que possuía uma cauda de serpente e outra de leão, além de asas. Quando alguém alegava ter visto a criatura isso significava um presságio muito ruim, sobretudo alguma catástrofe natural. Quimera foi derrotada pelo herói Belerofonte, que atirou uma lança com ponta de chumbo na boca que cuspia fogo, sendo tal ponta derretida pelo calor, provocando o sufocamento do monstro.

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Centauros Marinhos

 Havia um par de irmãos híbridos (Bythos e Aphros) que eram parcialmente humanos, equinos e peixes. Eram meios-irmãos do centauro Quíron e filhos de Cronos e da ninfa Philyra. Eles respiravam sob as águas, eram exímios nadadores  e se comunicavam com as criaturas aquáticas e, apesar de monstruosos, eram seres pacíficos e sábios.

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Tifão (Tífon)

 Era o mais temível monstro mitológico, que chegou até a derrotar Zeus, arrancando seus músculos, veias e nervos – depois restituídos por Hermes. Foi gerado por Gaia e o Tártaro e foi ofertado à Hera na forma de uma semente. A deusa, sem saber da armadilha, plantou a tal semente no Olimpo e dela brotou, em pleno reino divino, o monstro que afugentou os deuses – menos Atena – para o Edgito. Zeus retornou armado da mesma foice utilizada por Cronos para castrar Urano, mas levou a pior e foi destroçado – literalmente – pelo monstro. Depois de reconstituído por Hermes, Zeus promoveu sua vingança e prendeu Tifão no vulcão Monte Etna, onde Hefesto o manteve sob o peso de suas maiores bigornas.

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Minotauro

 Sua mãe, a rainha Pasífae, queria ter relações sexuais com um touro implacável e feroz, então mandou ser elaborado um traje especial de vaca dourada no qual ela poderia se esconder para que o bovino feroz conseguisse então realizar o acasalamento como se estivesse com uma fêmea de sua própria espécie. Deste incomum desejo sexual da rainha nasceu um filho monstruoso, meio humano e meio touro que se alimentava de carne de gente. Para evitar que o filho “adotivo” promovesse uma carnificina indiscriminada, o rei Minos mandou construir um labirinto nas proximidades do palácio e prendeu a criatura por lá. O Minotauro recebia jovens sacrificados como alimento e o príncipe ateniense Teseu, filho do rei Egeu, apareceu como voluntário para tentar matar o monstrengo taurino. Com ajuda da princesa Ariadne, filha de Minos, Teseu conseguiu matar Minotauro e sair do labirinto com os demais jovens destacados como sacrifícios a serem devorados pelo monstro.

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As Erínias (As Fúrias)

 Ao castrar o próprio pai, Urano, Cronos fez respingar sobre o solo sangue de sua vítima e dessas gotas surgiram as três Eríneas, implacáveis figuras que se dedicavam à prática da vingança sobre os homens (esse papel cabia à Nêmesis em relação aos deuses). Alecto punia os delitos morais e espalhava maldições e pestes, Megaira punia quem pecasse contra o matrimônio e Tisífone punia os homicidas. Elas não eram exatamente monstros, embora praticantes de dolorosas e cruéis torturas, mas também eram frequentemente descritas como se tivessem aparências amedrontadoras.

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Hidra de Lerna

 Monstro filhos de Tifão e Equidna, era habitante dos pântanos de Lerna e tinha corpo de dragão de sete cabeças de serpente com hálito mortal. Cada cabeça podia se regenerar quando decepada e uma delas eram simplesmente imortal. Fora isso, o sangue da besta era venenoso. Hércules, de novo ele, matou a fera e ainda utilizou seu sangue para envenenar suas flechas.

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 Com corpo de leão, cabeça humana, asas de águia e uma serpente no lugar do rabo, o monstro proferia enigmas desafiadores e quem não decifrasse acabava virando refeição para a Esfinge. Era filha de Quimera e Ortros (ou de Tifão e Equidna, conforme outras descrições) e ficava de guarda diante da cidade de Tebas (o que deveria ser péssimo para o turismo) ameaçadoramente até que encarou o jovem e esperto Édipo, que respondeu acertadamente o enigma que questionava: “Que criatura pela manhã tem quatro pés, ao meio-dia tem dois, e à tarde tem três?”. Derrotada, a esfinge se suicidou ao se atirar de um precipício.

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Equidna

A mistura de mulher e víbora gigante era uma criatura monstruosa que também era mãe de diversas outras bestas mitológicas com seu principal parceiro, o terrível Tifão. Por sua capacidade procriadora de seres tenebrosos, talvez seja ela o pior dos monstros da mitologia grega.

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Uma incrível armadura de ossos descoberta na Sibéria

março 26, 2015
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A armadura de ossos siberiana

Mais uma interessante descoberta arqueológica foi feita lá pelas bandas de Omsk, na Sibéria. Trata-se de uma armadura feita de ossos. O artefato possui, conforme estimativas, entre 3.500 a 3.900 anos e foi encontrado, na verdade, numa escavação de um canteiro de obras de um futuro hotel às margens do rio Irtysh. Especula-se que a armadura tenha sido um presente, um item de troca ou mesmo um despojo de guerra – além, claro, de ter sido um utensílio pertencente a um guerreiro.

Os pesquisadores russos nunca haviam encontrado nada semelhante anteriormente e o achado pode ter pertencido a algum indivíduo da cultura Samus-Seyminskaya, que viveu na região na época atribuída à peça. Os ossos empregados na confecção da armadura podem ter sido de alce, cervo ou cavalo e ela era bstante funcional, possibilitando relativa segurança contra golpes de armas empregadas no período.

O hotel vai precisar de mais tempo até sua conclusão, pois há fortes indícios de que nas redondezas muitas outras coisas podem ser ainda descobertas.

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A armadura no local da descoberta

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A armadura no local da descoberta

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Detalhe de uma placa óssea da armadura

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10 estratégias de manipulação – Noam Chomsky

março 14, 2015
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Bullying científico: Nomear espécies pode ser uma oportunidade para insultar

março 14, 2015
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O ex-presidente Geoge W. Bush e o besouro nomeado em sua “homenagem”

Que tal estabelecer um nome científico de alguma espécie animal (preferencialmente um bicho asqueroso) para provocar um desafeto? Alguns cientistas já promoveram essa trollagem, embora a Comissão Internacional de Nomenclatura Zoológica busque impedir esse tipo de prática atualmente. Ofensas na nomeação de vegetais também são comuns e as vítimas são, nos dois casos, escolhidas por meio de variadas – e insólitas – justificativas. Os exemplos são fartos – diversos estão aqui.

As provocações científicas começaram já com o criador da nomenclatura binominal e da classificação científica, o renomado sueco Carolus Linnaeus (1707-1778), o próprio “Pai da Taxonomia”. Dizem que Linnaeus (ou Lineu, conforme os lusófonos) achou por bem denominar um gênero de ervas como Buffonia como uma “homenagem” a Georges-Louis Leclerc (1707-1788), o Conde de Buffon, que era seu rival nos estudos taxonômicos – além disso, o nome também se associa à palavra latina bufo, que os romanos empregavam para identificar os saltitantes sapos. Linnaeus realmente gostava de insultar seus desafetos e classificou como Siegesbeckia um gênero de ervas daninhas, fazendo uma alusão clara ao botânico Johann Georg Siegesbeck (1686-1755), que manifestou uma discordância em relação a conclusões de Linnaeus sobre o processo de reprodução de vegetais. Outra vítima de Linnaeus foi o naturalista Daniel Rolander (1725-1793) que fora seu ex-aluno e que se recusou a mostrar ao famoso colega e mestre as espécimes por ele coletadas numa expedição no Suriname. Linnaeus invadiu a casa de Rolander para roubar parte das amostras, mas fez coisa ainda pior: Nomeou um besouro como Aphanus rolandri (“Aphanus” é uma palavra grega que pode ser traduzida como “insignificante”).

O paleontólogo (e também sueco) Olof August Peterson (1865-1932) nomeou uma espécie de porco pré-histórico como Dinohyus holland por irritação com William Jacob Holland (1848-1932), que foi diretor do Museu Carnegie de História Natural. Peterson se incomodava com o hábito de Holland de listar seu próprio nome nos artigos científicos em primeiro lugar mesmo quando tinha participação pouco expressiva nas pesquisas que os originavam, achando então que seria adequada a referência ao colega na nomenclatura de um porco.

A confusão envolvendo suecos não se encerra aí, pois nas décadas de 1920-1930 os paleontólogos Elsa Warburg e Orvar Isberg também estabeleceram nomenclaturas insultuosas entre si. Elsa Warburg nomeou o artrópode primitivo da classe tirilobite como Planifrons isbergia, sendo a a palavra “planisfrons” derivada da expressão sueca “cabeça chata”, que tinha sentido usual como referência à estupidez ou burrice enquanto o termo “isbergia” ere uma alusão ao sobrenome do rival. Orvar Isberg devolveu a gentileza ao nomear o mexilhão pré-histórico Crassa warburgia, sendo a palavra “crassa” empregada para chamar uma pessoa de gorda e o segundo termo uma alusão explícita à cientista “homenageada”.

Em 1884 um embate se estabeleceu entre os ex-amigos e paleontólogos Othniel Charles Marsh e Edward Drinker Cope, levando ambos a um confronto no qual um tentava sabotar o trabalho do outro. Naquele ano Cope nomeou um mamífero pré-históricos como Anisonchus cophater e justificou a nomenclatura da seguinte forma: “não adianta procurar a derivação grega de cophater, porque não é clássico na origem. É derivado da união de duas palavras inglesas, ‘cope’ (o verbo ‘to cope’, que significa ‘lidar’) e ‘hater’ (‘aborrecedor’), que adotei em honra daqueles que me aborrecem e que vivem me cercando“. A justificativa era destinada a provocar Marsh, que foi “vingado” em 1878, quando o paleontólogo Leigh Van Halen resolveu nomear outro mamífero pré-histórico como Oxyacodon marshater, empregando a mesma lógica para equilibrar a briga entre Cope e Marsh.

Engana-se quem acha que este tipo de provocação parou por aí, afinal, há vários outros exemplos de nomenclaturas provocativas e insultuosas.

O ex-presidente norte-americano George W. Bush, seu vice-presidente (Dick Cheney) e seu secretário de defesa (Donald Rumsfeld) acabaram servido para nomeação de besouros. Entomologistas da Universidade de Cornell identificaram e nomearam 65 espécies de besouros de lodo e mofo do gênero Agathidium. Os figurões do poder acabaram servindo para nomear o Agathidium bushi, o Agathidium cheneyi e o Agathidium rumsfeldi – e no conjunto de espécies incluíram também uma espécie que foi nomeada com referência ao vilão cinematográfico Darth Vader. O entomologista Quentin Wheeler jura as citações a Bush, Cheney e Rumsfeld foram mesmo por homenagem e não por provocação.

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Dica de leitura: “Uma nova história da Guerra do Paraguai”

março 9, 2015

A editora M.Books traz a história de Elisa Lynch, cortesã irlandesa, companheira de Solano López, que um dia sonhou tornar-se a imperatriz da América do Sul

uma_nova_historia_da_guerra_do_paraguai_bigSuas estratégias, suas ambições e sua influência sobre Solano López precipitaram um conflito bélico, que colocou fogo na América do Sul e, por fim, dizimou grande parte da população do Paraguai. Uma descrição, passo a passo, do envolvimento político de diversas nações e a vaidade pessoal de vários de seus líderes.

O livro narra, ainda, como após muitos anos o general Stroessner, tentando reviver o mito de Evita Perón, traz da França o corpo de Elisa Lynch e o coloca em uma cripta de heróis nacionais. Estava, assim, sendo reescrita uma nova história do Paraguai, um novo mito, uma nova heroína.

Este livro narra a história da criação de um mito: a transformação extraordinária de uma mulher, na personificação da virtude feminina e do martírio. O corpo de Elisa foi levado para o Paraguai, para que a história do país fosse reescrita. Elisa, em morte, atingiu a posição que sempre sonhar.

Sobre o autor:
Nigel Cawthorne estudou na Universidade College, em Londres, onde obteve Grau de Honra em Física, antes de escrever profissionalmente. É escritor e editor há mais de 25 anos – os últimos 21 como freelance. Escreveu, contribuiu e editou mais de sessenta livros, incluindo Fighting them on the Beaches: D-Day, 6 June 1944; Turning the Tide: Decisive Battle of the Second World War; The Bamboo Cage e The Encyclopaedia of World Terrorism. Seu trabalho apareceu também em mais de cento e cinquenta jornais, revistas e outras publicações em ambos os lados do Atlântico – do Sun ao Financial Times, e inclui contribuições a Nam, Eyewitness Nam e The Falklands War. Nigel também visitou o Vietnã com o lendário Tim Page, onde pesquisou o material para Nam, Eyewitness Nam e The Bamboo Cage. Além disso, criou websites sobre a Batalha de Hastings e Pearl Harbor.

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Direito das mulheres: O voto feminino foi resultado de lutas

março 8, 2015
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Mulheres realizando manifestação pelo voto feminino em Washington (EUA) durante jornada de atos políticos em 1913. Somente em 1920 o Congresso estabeleceu o direito reivindicado.

Em 1893 as mulheres puderam votar de forma pioneira no mundo ocidental moderno na Nova Zelândia, mas a possibilidade de assegurar meios para o exercício básico da cidadania para as mulheres através da participação política ocorreu diante de oposições e obstáculos. Também no século XIX, na Inglaterra, as “suffragettes” (termos empregado para identificar as ativistas pelo voto feminino) atuaram arduamente em prol da conquista do direito à participação eleitoral e assim também eram chamadas as militantes pela causa nos EUA, onde apenas em 1920 foi obtido o direito ao voto das mulheres. Somente em 1930 o voto feminino foi instituído no Brasil.

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Mais um ancestral pré-histórico identificado?

março 8, 2015

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Paleontólogos que trabalham na Etiópia estão analisando uma recente descoberta que pode indicar mais uma nova revisão sobre o que se sabe sobre nossa ancestralidade. Uma queixada pré-histórica de cerca de 2,8 milhões de anos pode representar a identificação de uma outra espécie, talvez a mais antiga do gênero homo.

A mandíbula que encontrada por pesquisadores da Universidade do Arizona, EUA, está em boas condições – o que é incomum em achados do tipo – e traz características de transição evolutiva entre os gêneros australopithecus e o homo.

“É o fóssil mais antigo que pode ser atribuído ao nosso gênero”, afirma com entusiamo o paleontólogo Brian A. Villmoare, da Universidade de Nevada, EUA. Análises indicam que o achado não traz restos que pertenceram a um indivíduo da espécie Homo habilis e outras pesquisas indicam a a possibilidade, pois pesquisas do respeitado Instituto Max Planck de Antropologia Evolutiva, na Alemanha, concluíram que as origens do habilis podem demonstar mesmo a um período anterior ao que se convencionou até agora.

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