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Uma incrível armadura de ossos descoberta na Sibéria

março 26, 2015
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A armadura de ossos siberiana

Mais uma interessante descoberta arqueológica foi feita lá pelas bandas de Omsk, na Sibéria. Trata-se de uma armadura feita de ossos. O artefato possui, conforme estimativas, entre 3.500 a 3.900 anos e foi encontrado, na verdade, numa escavação de um canteiro de obras de um futuro hotel às margens do rio Irtysh. Especula-se que a armadura tenha sido um presente, um item de troca ou mesmo um despojo de guerra – além, claro, de ter sido um utensílio pertencente a um guerreiro.

Os pesquisadores russos nunca haviam encontrado nada semelhante anteriormente e o achado pode ter pertencido a algum indivíduo da cultura Samus-Seyminskaya, que viveu na região na época atribuída à peça. Os ossos empregados na confecção da armadura podem ter sido de alce, cervo ou cavalo e ela era bstante funcional, possibilitando relativa segurança contra golpes de armas empregadas no período.

O hotel vai precisar de mais tempo até sua conclusão, pois há fortes indícios de que nas redondezas muitas outras coisas podem ser ainda descobertas.

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A armadura no local da descoberta

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A armadura no local da descoberta

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Detalhe de uma placa óssea da armadura

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10 estratégias de manipulação – Noam Chomsky

março 14, 2015
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Bullying científico: Nomear espécies pode ser uma oportunidade para insultar

março 14, 2015
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O ex-presidente Geoge W. Bush e o besouro nomeado em sua “homenagem”

Que tal estabelecer um nome científico de alguma espécie animal (preferencialmente um bicho asqueroso) para provocar um desafeto? Alguns cientistas já promoveram essa trollagem, embora a Comissão Internacional de Nomenclatura Zoológica busque impedir esse tipo de prática atualmente. Ofensas na nomeação de vegetais também são comuns e as vítimas são, nos dois casos, escolhidas por meio de variadas – e insólitas – justificativas. Os exemplos são fartos – diversos estão aqui.

As provocações científicas começaram já com o criador da nomenclatura binominal e da classificação científica, o renomado sueco Carolus Linnaeus (1707-1778), o próprio “Pai da Taxonomia”. Dizem que Linnaeus (ou Lineu, conforme os lusófonos) achou por bem denominar um gênero de ervas como Buffonia como uma “homenagem” a Georges-Louis Leclerc (1707-1788), o Conde de Buffon, que era seu rival nos estudos taxonômicos – além disso, o nome também se associa à palavra latina bufo, que os romanos empregavam para identificar os saltitantes sapos. Linnaeus realmente gostava de insultar seus desafetos e classificou como Siegesbeckia um gênero de ervas daninhas, fazendo uma alusão clara ao botânico Johann Georg Siegesbeck (1686-1755), que manifestou uma discordância em relação a conclusões de Linnaeus sobre o processo de reprodução de vegetais. Outra vítima de Linnaeus foi o naturalista Daniel Rolander (1725-1793) que fora seu ex-aluno e que se recusou a mostrar ao famoso colega e mestre as espécimes por ele coletadas numa expedição no Suriname. Linnaeus invadiu a casa de Rolander para roubar parte das amostras, mas fez coisa ainda pior: Nomeou um besouro como Aphanus rolandri (“Aphanus” é uma palavra grega que pode ser traduzida como “insignificante”).

O paleontólogo (e também sueco) Olof August Peterson (1865-1932) nomeou uma espécie de porco pré-histórico como Dinohyus holland por irritação com William Jacob Holland (1848-1932), que foi diretor do Museu Carnegie de História Natural. Peterson se incomodava com o hábito de Holland de listar seu próprio nome nos artigos científicos em primeiro lugar mesmo quando tinha participação pouco expressiva nas pesquisas que os originavam, achando então que seria adequada a referência ao colega na nomenclatura de um porco.

A confusão envolvendo suecos não se encerra aí, pois nas décadas de 1920-1930 os paleontólogos Elsa Warburg e Orvar Isberg também estabeleceram nomenclaturas insultuosas entre si. Elsa Warburg nomeou o artrópode primitivo da classe tirilobite como Planifrons isbergia, sendo a a palavra “planisfrons” derivada da expressão sueca “cabeça chata”, que tinha sentido usual como referência à estupidez ou burrice enquanto o termo “isbergia” ere uma alusão ao sobrenome do rival. Orvar Isberg devolveu a gentileza ao nomear o mexilhão pré-histórico Crassa warburgia, sendo a palavra “crassa” empregada para chamar uma pessoa de gorda e o segundo termo uma alusão explícita à cientista “homenageada”.

Em 1884 um embate se estabeleceu entre os ex-amigos e paleontólogos Othniel Charles Marsh e Edward Drinker Cope, levando ambos a um confronto no qual um tentava sabotar o trabalho do outro. Naquele ano Cope nomeou um mamífero pré-históricos como Anisonchus cophater e justificou a nomenclatura da seguinte forma: “não adianta procurar a derivação grega de cophater, porque não é clássico na origem. É derivado da união de duas palavras inglesas, ‘cope’ (o verbo ‘to cope’, que significa ‘lidar’) e ‘hater’ (‘aborrecedor’), que adotei em honra daqueles que me aborrecem e que vivem me cercando“. A justificativa era destinada a provocar Marsh, que foi “vingado” em 1878, quando o paleontólogo Leigh Van Halen resolveu nomear outro mamífero pré-histórico como Oxyacodon marshater, empregando a mesma lógica para equilibrar a briga entre Cope e Marsh.

Engana-se quem acha que este tipo de provocação parou por aí, afinal, há vários outros exemplos de nomenclaturas provocativas e insultuosas.

O ex-presidente norte-americano George W. Bush, seu vice-presidente (Dick Cheney) e seu secretário de defesa (Donald Rumsfeld) acabaram servido para nomeação de besouros. Entomologistas da Universidade de Cornell identificaram e nomearam 65 espécies de besouros de lodo e mofo do gênero Agathidium. Os figurões do poder acabaram servindo para nomear o Agathidium bushi, o Agathidium cheneyi e o Agathidium rumsfeldi – e no conjunto de espécies incluíram também uma espécie que foi nomeada com referência ao vilão cinematográfico Darth Vader. O entomologista Quentin Wheeler jura as citações a Bush, Cheney e Rumsfeld foram mesmo por homenagem e não por provocação.

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Dica de leitura: “Uma nova história da Guerra do Paraguai”

março 9, 2015

A editora M.Books traz a história de Elisa Lynch, cortesã irlandesa, companheira de Solano López, que um dia sonhou tornar-se a imperatriz da América do Sul

uma_nova_historia_da_guerra_do_paraguai_bigSuas estratégias, suas ambições e sua influência sobre Solano López precipitaram um conflito bélico, que colocou fogo na América do Sul e, por fim, dizimou grande parte da população do Paraguai. Uma descrição, passo a passo, do envolvimento político de diversas nações e a vaidade pessoal de vários de seus líderes.

O livro narra, ainda, como após muitos anos o general Stroessner, tentando reviver o mito de Evita Perón, traz da França o corpo de Elisa Lynch e o coloca em uma cripta de heróis nacionais. Estava, assim, sendo reescrita uma nova história do Paraguai, um novo mito, uma nova heroína.

Este livro narra a história da criação de um mito: a transformação extraordinária de uma mulher, na personificação da virtude feminina e do martírio. O corpo de Elisa foi levado para o Paraguai, para que a história do país fosse reescrita. Elisa, em morte, atingiu a posição que sempre sonhar.

Sobre o autor:
Nigel Cawthorne estudou na Universidade College, em Londres, onde obteve Grau de Honra em Física, antes de escrever profissionalmente. É escritor e editor há mais de 25 anos – os últimos 21 como freelance. Escreveu, contribuiu e editou mais de sessenta livros, incluindo Fighting them on the Beaches: D-Day, 6 June 1944; Turning the Tide: Decisive Battle of the Second World War; The Bamboo Cage e The Encyclopaedia of World Terrorism. Seu trabalho apareceu também em mais de cento e cinquenta jornais, revistas e outras publicações em ambos os lados do Atlântico – do Sun ao Financial Times, e inclui contribuições a Nam, Eyewitness Nam e The Falklands War. Nigel também visitou o Vietnã com o lendário Tim Page, onde pesquisou o material para Nam, Eyewitness Nam e The Bamboo Cage. Além disso, criou websites sobre a Batalha de Hastings e Pearl Harbor.

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Direito das mulheres: O voto feminino foi resultado de lutas

março 8, 2015
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Mulheres realizando manifestação pelo voto feminino em Washington (EUA) durante jornada de atos políticos em 1913. Somente em 1920 o Congresso estabeleceu o direito reivindicado.

Em 1893 as mulheres puderam votar de forma pioneira no mundo ocidental moderno na Nova Zelândia, mas a possibilidade de assegurar meios para o exercício básico da cidadania para as mulheres através da participação política ocorreu diante de oposições e obstáculos. Também no século XIX, na Inglaterra, as “suffragettes” (termos empregado para identificar as ativistas pelo voto feminino) atuaram arduamente em prol da conquista do direito à participação eleitoral e assim também eram chamadas as militantes pela causa nos EUA, onde apenas em 1920 foi obtido o direito ao voto das mulheres. Somente em 1930 o voto feminino foi instituído no Brasil.

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Mais um ancestral pré-histórico identificado?

março 8, 2015

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Paleontólogos que trabalham na Etiópia estão analisando uma recente descoberta que pode indicar mais uma nova revisão sobre o que se sabe sobre nossa ancestralidade. Uma queixada pré-histórica de cerca de 2,8 milhões de anos pode representar a identificação de uma outra espécie, talvez a mais antiga do gênero homo.

A mandíbula que encontrada por pesquisadores da Universidade do Arizona, EUA, está em boas condições – o que é incomum em achados do tipo – e traz características de transição evolutiva entre os gêneros australopithecus e o homo.

“É o fóssil mais antigo que pode ser atribuído ao nosso gênero”, afirma com entusiamo o paleontólogo Brian A. Villmoare, da Universidade de Nevada, EUA. Análises indicam que o achado não traz restos que pertenceram a um indivíduo da espécie Homo habilis e outras pesquisas indicam a a possibilidade, pois pesquisas do respeitado Instituto Max Planck de Antropologia Evolutiva, na Alemanha, concluíram que as origens do habilis podem demonstar mesmo a um período anterior ao que se convencionou até agora.

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Tortura medieval ou fraude moderna? A invenção da Donzela de Ferro

fevereiro 28, 2015

O conhecido instrumento de tortura “Donzela de Ferro” (Iron Maiden) é, na verdade, uma fraude, afinal, nunca foi empregado com a finalidade de promover dor e sofrimento na Idade Média.

O terrível caixão de ferro com espetos sequer existia no período medieval, pois apenas durante século XIX começaram a aparecer exemplares dessa curiosa e brutal caixa da morte através de peças artísticas bizarras, conceituais ou mesmo como fraudes e brincadeiras mórbidas.

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A Donzela de Ferro de Nuremberg

O alemão Johann Siebenkees começou em 1793 a popularizar uma história inventada sobre um caso no qual o artefato metálico sinistro teria sido empregado para punir um falsário três séculos antes. Siebenkees era filósofo e gostava de fazer pesquisas arqueológicas, o que conferia certa credibilidade ao caso que ele divulgou e em 1802 apareceu então o tal caixão de ferro com espetos e uma face feminina, mas que fora feito para impressionar e ser exibido e não era um produto medieval – era a Donzela de Ferro de Nuremberg, que acabou sendo destruída no ataque aliado à cidade alemã em 1944, durante a Segunda Guerra Mundial.

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A Donzela de Ferro de Peacock

Também no século XIX o inglês Matthew Peacock queria provar que os métodos de tortura modernos eram mais terríveis que os medievais, criando então sua versão de uma Donzela de Ferro que fora doada a um museu e posteriormente (em 1865) foi parar no Castelo de Kyburg, também na Alemanha.

Apesar da falsidade das peças, que não eram medievais, um artefato comparável poderia ter inspirado a criação dos tenebrosos caixões de ferro. A narrativa sobre uma execução em Cartago feita por Tertuliano (160-225 dC) e reforçada por Santo Agostinho de Hipona (354-430) pode ter inspirado a ideia de criação das donzelas de ferro. Os dois escreveram sobre a execução pelos cartagineses do general e líder político romano Marcus Atilius Regulus (307-250 aC), que fora trancafiado num caixão depois cravejado por longos pregos que o atingiram fatalmente.

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