Há 34 anos, a ONU instituiu o Dia Internacional da Mulher. Elas têm feito notáveis avanços na sociedade, mas vivem outros dilemas, principalmente no Ocidente. No mundo islâmico, a luta é por direitos mais básicos, como escolher o próprio marido. Mônica Waldvogel discute tudo isso com Arlín Clemesha, diretora do Centro de Estudos Árabes da USP; e Márcia Tiburi, filósofa e estudiosa do feminismo.
“Ame-o incondicionalmente ou odeie-o até a morte”. Foi assim que Slavoj Žižek foi descrito pela imprensa da Eslovênia, parte da antiga república da Iugoslávia. O filósofo, sociólogo e teórico crítico é considerado, hoje, o pensador mais revolucionário e polêmico entre os acadêmicos europeus e norte-americanos. E odiado tanto pela direita quanto pela esquerda mundial.
Slavoj Žižek (pronuncia-se Slavói Gijéque), é marxista ferrenho, porém mais próximo de Goucho Marx do que de Karl Marx. É comunista, mas acredita em Jesus e prega um cristianismo sem a figura opressora de Deus.
Tornou-se o queridinho da juventude universitária em todo o mundo ao utilizar a paixão pelo cinema para atacar Hollywood e os EUA.Tem mais de 50 livros publicados e suas palestras mundo a fora são disputadíssimas e superlotadas.
A entrevista do repórter Jorge Pontual com Žižek foi dividida em dois programas. No primeiro, o convidado analisa as as relações entre os Estados e defende que os protestos anticapitalistas, os movimentos ecológicos, os fundamentalistas de qualquer religião, as redes terroristas e todas as manifestações sociais que estão, na verdade, reforçando um mergulho cada vez mais sem volta para um mundo do capitalismo selvagem, onde as relações financeiras é que contam.
Elas são bonitas, vaidosas, mães dedicadas, As kamayurá são guerreiras em defesa da tradição. Nesta aldeia as meninas ficam presas durante anos dentro das malocas até se tornarem mulheres. E se revelam guardiãs da cultura única de sua gente.
De Cuiabá, em Mato Grosso, são cerca de 600 quilômetros de distância até o Xingu. O sobrevoo mostra uma imensidão verde. Do alto dá pra ver exatamente onde fica o parque indígena do Xingu. A mata é a terra dos índios.
Alain Touraine foi um dos primeiros a enxergar o processo de globalização
Tentar fazer uma lista hipotética dos pensadores mais importantes da segunda metade do século XX pode ser tão extensa quanto inglória. Porém, o nome do sociólogo francês Alain Touraine certamente estará nela.
Criador do conceito de “sociedade pós-industrial”, que caracteriza a substituição de uma economia baseada no setor industrial para outra em que o setor de serviços tem um peso maior, Touraine foi dos primeiros intelectuais a exercer um olhar crítico sobre os processos de privatização, internacionalização do capital, liberalismo econômico, mudanças sociais – tudo aquilo que seria chamado, décadas depois, de “globalização”.
Touraine se tornou um dos papas da Escola de Altos Estudos em Ciências Sociais, onde fundou o Centro de Estudos dos Movimentos Sociais, e para onde convergem cientistas sociais não apenas da França. Foi professor de várias gerações de intelectuais, inclusive brasileiros. É observador atento do que se passa no Brasil. Em sua visita mais recente, fez críticas ao sistema político brasileiro, mas se mostrou otimista em relação ao futuro do país. Aos 85 anos, o professor Alain Touraine é lúcido, franco e gentil. Ele recebeu a repórter Leila Sterenberg no Rio de Janeiro para uma entrevista. Confira em vídeo.
Vídeo “A Linguagem do Universo”, em que Marcus du Sautoy, doutor em Matemática pela Universidade de Oxford, nos leva em uma viagem pela história dessa disciplina fundamental. Sem a Matemática teria sido inviável o desenvolvimento da física, química ou astronomia. Basicamente todos os campos do conhecimento dependem de estatísticas, geometria ou cálculo, por mais básicos que sejam. Marcus nos mostra como a Matemática fez parte do princípio da intelectualidade nas antigas civilizações.