Archive for the ‘Fatos curiosos’ Category

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O mulherengo Fidel Castro

abril 21, 2014
Fidel Castro rodeado por admiradoras em uma viagem à Nova York (1959)

Fidel Castro rodeado por admiradoras em uma viagem à Nova York (1959)

Todo mundo conhece a habilidade de Fidel Castro como orador e sua capacidade de ficar horas discursando sem parar. Mas o líder da Revolução Cubana tem (ou tinha) outros talentos menos debatidos. Ele fazia sucesso com as mulheres e também fez fama como mulherengo inveterado. Consta até que ele teve, pelo menos, dez filhos – o próprio Fidel chegou a dizer que tinha uma “tribo” de filhos numa entrevista em 1993.

O ditador cubano (dá para negar isso?) teve com Myrta Diaz-Balart, sua primeira esposa, seis filhos. Teve ainda um “casamento secreto” em 1980 (mas só revelado em 2003) com Dalla Soto del Valle, mas vários outros casos igualmente secretos existiram mesmo desde antes de sua ascensão ao poder – só em 1956, Fidel teve três filhos com três mães diferentes.

 

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A Catacumba dos Santos

abril 4, 2014

Em 1578 foram descobertos restos mortais que estavam resguardados em uma catacumba sob as ruas de Roma. Consideraram que os restos eram de alguns dos primeiros mártires cristãos que foram perseguidos pelo Império Romano. Atribuíram aos esqueletos a condição de relíquias sagradas e o local no qual foram descobertos foi chamado de “Catacumba dos Santos”. Alguns dos esqueletos acabaram sendo enviados até a Alemanha para substituir outras relíquias que foram destruídas por ocasião da Reforma Protestante.

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A evolução das próteses

março 27, 2014

A preocupação com a adequação de pessoas mutiladas ou que padeciam de deficiências levou alguns inventores, médicos e curiosos a uma produção de artefatos para “substituir” os membros necessários para as vidas daqueles que faziam uso dessas criações. As próteses nem sempre eram confortáveis, muitas vezes incomodavam e até feriam, mas o desenvolvimento desses projetos foi representando uma trajetória para o aprimoramento das próteses.

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Século 16: Projeto do braço direito de Gottfried “Götz” Von Berlichingen

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Século 16: Projeto do braço direito de Gottfried “Götz” Von Berlichingen

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1580: Mão de ferro

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1580: Mão e braço de ferro

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Ainda utilizamos instrumentos inventados pelos neandertais?

agosto 13, 2013

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Quando os Homo sapiens chegaram à Europa os neandertais já haviam feito do continente o seu lar e adotavam comportamentos e práticas que mais tarde foram associados aos sapiens.

Foram os neandertais quem inventaram um instrumento chamado de lissoir (polidor) – uma ferramenta das mais antigas localizadas na Europa e que era constituído por flexíveis pedaços de costelas de veados e servia para trabalhar peles, tornando-as macias e resistentes, sendo uma ferramenta (evidentemente adaptada) utilizada até hoje em cortumes. Trata-se de um artefato especializado e de uso sofisticado que os neandertais tiveram plena capacidade de desenvolver, associando as características específicas do material às possibilidades de seus usos e aplicações.

Esquema de uso de um lissoir

Esquema de uso de um lissoir

Peças desse tipo foram localizadas no sudoeste da França e datam de cerca de 50.000 anos. Responsável pela identificação do instrumento, a arqueóloga Marie Soressi conclui que este achado confirma o fato de que várias criações e hábitos dos Homo sapiens podem ter sido reproduzidos a partir do que os neandertais já faziam, reforçando a ideia de que foi intensa a interação entre essas duas espécies. A pesquisadora disse que “esta é a primeira evidência evidente sobre transmissão da cultura de neandertais para os nossos antepassados diretos …. Pode ser uma ou talvez mesmo a única herança dos tempos de Neanderthal que a nossa sociedade ainda está usando hoje”.

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O maior ataque de tubarões já registrado ocorreu durante a Segunda Guerra Mundial

agosto 13, 2013
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Registro do resgate de sobreviventes em Guam

Em 26 de julho de 1945 o navio USS Indianapolis aportou na ilha Tinian, descarregando lá componentes para a montagem da bomba Little Boy, que devastou Hiroshima dias depois. Encerrada a entrega, o navio tomou rumo em direção a Guam para depois seguir até Leyte, uma ilha filipina. Antes de chegar ao destino previsto a embarcação foi atingida por dois torpedos disparados por um submarino japonês. O saldo do ataque foi trágico: 900 dos 1.196 homens a bordo ficaram à deriva na água e apenas 317 conseguiram sobreviver até o resgate, 4 dias depois do incidente.

Um fato que chamou ainda mais a atenção sobre o caso foi o fato de mais de 150 homens terem sido atacados e mortos por tubarões enquanto estavam boiando pela sobrevivência. As feras marinhas foram atraídas pelos movimentos dos marinheiros e também pelos cadáveres que se multiplicavam pelas águas e estas condições acentuaram ainda mais as possibilidades de ataques. As tentativas dos sobreviventes de conter os ataques eram inúteis e, no máximo, procuravam se agrupar e afastar os mortos para que os tubarões não se aproximassem ainda mais – e vários cadáveres foram dilacerados pelos insistentes tubarões que rodeavam os grupos de homens que tentavam escapar da morte.

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Bessie Coleman (1892-1926) – A primeira mulher afro-americana a atuar em pilotagem na aviação civil

agosto 3, 2013

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Filha de um índio Cherokee e de uma mulher negra, Bessie nasceu em Atlanta, Texas, e era a 13ª filha do casal. Por incentivo dos pais, ela ingressou numa precária escola para negros e era ótima aluna, apesar de interromper com frequência seus estudos para trabalhar na colheita de algodão. Concluiu sua formação escolar em uma escola mantida pela Igreja Batista, mas não avançou para uma formação universitária.

Em 1915, enquanto trabalhava como manicure em Chicago, passou a se interessar por aviação, embora tivesse consciência das dificuldades que enfrentaria para realizar sue desejo de ser pilota. Tendo aprendido francês, decidiu ir para a França para ingressar num centro de formação para pilotos que admitia e incentivava o treinamento de negros e mulheres.

Em 1921 recebeu licença da Fédération Aéronautique International e estava, oficialmente, habilitada a pilotar. Percebendo as restrições para atuar na aviação civil regular, decidiu aprimorar seu treinamento para trabalhar em exibições aeronáuticas. Com os espetáculos de aviação ela teve grande sucesso e até contou com convites para atuar no cinema, mas seu grande ideal era criar uma escola de aviação para negros.

Em 30 de abril de 1926, em Jacksonville, Flórida, Bessie Coleman realizou seu último voo. Na véspera de sua apresentação, Bessie realizou uma decolagem para testar as condições do avião e enquanto voava o aeroplano apresentou problemas e ficou em posição invertida. Aos 150 metros de altura, Bessie – que não estava usando cinto de segurança na ocasião – acabou caindo e sofrendo um impacto mortal no chão.

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Trotula de Salerno – a primeira médica

agosto 3, 2013

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No século XI, em Salerno (Itália), havia aquilo que poderia ser chamada de verdadeira escola de medicina (precursora de uma faculdade tal qual entendemos hoje) e costuma-se dizer que era a primeira instituição desse tipo no mundo. Havia hospital-escola, consultórios com médicos renomados que atraiam pacientes de lugares distantes e uma importante produção de pesquisas e tratados sobre medicina e procedimentos. Era um universo dominantemente masculino, mas entre os profissionais teria existido a médica Trotula, que também costumava escrever tratados destinados a instruir outros médicos quanto aos métodos de tratamento e atendimento às mulheres num tempo no qual tabus religiosos, morais e legais impediam que os médicos estudassem adequadamente os problemas ginecológicos.

 São atribuídos a Trotula a autoria de pelo menos dois importantes livros a respeito da saúde feminina. Um deles aborda técnicas e procedimentos ginecológicos e obstétricos, além de apresentar uma tese incômoda na época: A ideia de que, por vezes, os homens eram a causa biológica dos problemas de concepção ao invés de apenas as mulheres. Seu segundo livro abordava procedimentos estéticos para preservar ou aprimorar a beleza feminina, incluindo tratamentos para pele e cabelos. Eram conhecimentos bem fundamentados que não eram objeto de grande interesse ou mesmo que eram “impedidos” aos médicos homens.

 No século XVI começou uma verdadeira campanha contra Trotula, que passou a ter a própria existência questionada. Seus críticos (que incluíam médicos e historiadores) argumentavam que uma mulher não estudaria e muito menos ensinaria medicina em seu tempo, surgindo então a suspeita de que, na verdade, um homem usou um pseudônimo feminino para publicar os livros, evitando com essa artimanha enfrentar problemas com as leis e com a Igreja. Havia ainda quem afirmasse que era pouco provável que uma mulher fosse mesmo capaz de produzir aqueles livros tão profundos e repletos de informações com altos rigores de embasamentos científicos.

 Hoje poucos historiadores duvidam da existência de Trotula e até deduzem que pode ter se tratado de uma mulher de origens sociais abastadas, que teve acesso privilegiado a um universo intelectual masculino e elitizado.

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