Arquivos

Archive for março \28\UTC 2011

Documentário e reportagem sobre Che Guevara

março 28, 2011 1 comentário

O documentátio “Hasta la victoria siempre” aborda a vida e as ações do revolucionário argentino:

Em entrevista a Geneton Moraes Neto, o jornalista Flávio Tavares descreve como foram seus encontros com Che Guevara antes do golpe militar brasileiro:

CategoriasPersonagens, Vídeos Tags:

20 anos de história do Mercosul

Em 26 de março de 1991, os presidentes do Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai assinaram o Tratado de Assunção, criando o Mercosul. O objetivo do tratado era desenvolver um espaço econômico sem fronteiras entre os quatro países. O bloco político e econômico Mercosul completa 20 anos e o Globo News Documento abordou os principais avanços e desafios do grupo, desde a sua criação até hoje.

CategoriasAtualidade, Vídeos

Documentário – A Conquista do Voto

O vídeo aborda a história das eleições e da democracia no Brasil:

O Brasil na Segunda Guerra Mundial

Cinejornal de época que retrata atuação brasileira na guerra:

Rede Globo e Ditadura Militar

março 21, 2011 1 comentário

Para quem acha que a relação entre a Rede Globo e a Ditadura Militar não passa de implicância, o vídeo abaixo apresenta um exemplo bastante significativo desta relação. Trata-se de uma louvação explícita e declarada do regime ditatorial exibida em 1975 durante o popular programa “Amaral Netto, o Repórter” (o site Globo Memória registra uma ficha do histórico do programa neste link). Amaral Netto também virou político e era defensor canino do regime de 1964.

O vídeo é uma preciosidade histórica.

PS. Apesar de inúmeras manipulações e direcionamentos políticos e ideológicos manifestos em muitos episódios com finalidades escusas, a Globo também produz reportagens importantes e possui uma estrutura de produção jornalística muito boa.

 

ACIDENTES RADIOATIVOS HISTÓRICOS

março 18, 2011 1 comentário

A recente sequencia de tragédias que se abateu sobre o Japão incluiu também a explosão na usina nuclear de Fukushima. Acidentes radioativos anteriores demonstram o potencial de perigo da energia atômica. Confira abaixo uma análise de acidentes históricos e de seus efeitos:

 

CategoriasVídeos

Mulheres ocidentais e islâmicas vivem dilemas próprios das suas sociedades

Há 34 anos, a ONU instituiu o Dia Internacional da Mulher. Elas têm feito notáveis avanços na sociedade, mas vivem outros dilemas, principalmente no Ocidente. No mundo islâmico, a luta é por direitos mais básicos, como escolher o próprio marido. Mônica Waldvogel discute tudo isso com Arlín Clemesha, diretora do Centro de Estudos Árabes da USP; e Márcia Tiburi, filósofa e estudiosa do feminismo.

Uso de ferramentas e consumo de carne começou há 3,2 milhões de anos, diz estudo

Jason Palmer - Da BBC News

Pesquisadores descobriram evidências que hominídeos – ancestrais dos seres humanos mais primitivos – usavam ferramentas de pedra para cortar carne há mais de 3,2 milhões de anos.

Ossos descobertos na Etiópia podem mudar o que se sabe sobre hominídeos

Ossos descobertos na Etiópia podem mudar o que se sabe sobre hominídeos

A descoberta sugere que o uso de ferramentas e o consumo de carne por hominídeos aconteceram 800 mil anos antes do que se imaginava.

Ossos encontrados na Etiópia mostram cortes com pedra e indicações de que o tutano foi retirado forçosamente.

A pesquisa, publicada na revista científica Nature, desafia várias teorias sobre o comportamento dos ancestrais dos homens.

A ferramenta mais antiga conhecida por arqueólogos até então foi encontrada na região de Gona, também na Etiópia.

Até então, os cientistas acreditavam que os primeiros ancestrais humanos a usarem ferramentas eram do gênero Homo, o mesmo gênero da espécie atual de humanos, Homo Sapiens. Isso teria ocorrido há 2,5 milhões de anos.

“Lucy”

A nova descoberta, na região etíope de Dikika, indica que as ferramentas já eram usadas entre 3,2 milhões e 3,4 milhões de anos atrás. A data das ferramentas foi determinada com análises de rochas vulcânicas no local.

Uma bateria de exames mostrou que cortes e arranhões foram feitos nos ossos antes de eles se fossilizarem. Uma das análises mostrou inclusive que havia pedaços de rochas nos ossos.

A única espécie de hominídeos da região de Dikika conhecida pelos cientistas é a Australopithecus afarensis, que ficou famosa após a descoberta do fóssil chamado de “Lucy”. O gênero seria o ancestral do Homo, segundo uma hipótese.

Um dos autores do estudo publicado na Nature, Zeresenay Alemseged, paleoantropólogo do instituto de pesquisa americano California Academy of Sciences disse que a descoberta representa uma reviravolta no que se sabe sobre o gênero A. afarensis.

“Por 30 anos, ninguém conseguiu colocar ferramentas de pedra nas suas mãos, e nós fizemos isso pela primeira vez”, disse Alemseged à BBC.

“Nós estamos mostrando pela primeira vez que ferramentas de ossos não são exclusivas dos Homo ou espécies relacionadas aos Homo. Temos um A. afarensis se comportando como um Homo tanto com uso de ferramentas como consumo de carne. Isso é outra característica do Homo que pode servir como elo entre o A. afarensise o gênero Homo.”

No entanto, as conclusões do estudo são baseadas em um pequeno número de ossos. Não há comprovação de que os A. afarensis fizeram a ferramenta usando pedaços maiores de rochas, ou simplesmente usaram algumas pedras afiadas que eles encontraram.

Alemseged and Shannon McPherron, um arqueólogo do instituto Max Planck de Leipzig, na Alemanha, afirmam que a próxima tarefa dos cientistas é voltar ao local e continuar procurando indícios.

“É sempre difícil atribuir um comportamento a um hominídeo em particular”, disse McPherron à BBC.

“Nós nunca temos a sorte de achar um hominídeo morto com a ferramenta na sua mão.”

O cientista Chris Stringer, do Museu de História Natural de Londres, alerta que é preciso ter cautela antes de se tirar conclusões mais definitivas.

“Nós precisamos ter cautela, porque são apenas alguns ossos com algumas marcas neles. Se gostaria de poder associá-los a ferramentas, para realmente termos um caso concreto”, disse Stringer à BBC.

Ele reconhece que caso a pesquisa se comprove fundamentada, o estudo traz uma grande inovação à ciência.

 

CategoriasHistória Geral

Utensílios indicam que homem deixou a África antes do que se pensava

Katie Alcock - Repórter de ciência da BBC News

Utensílios da Idade da Pedra recentemente encontrados indicam que a espécie humana deixou a África rumo a outros continentes antes do que se imaginava, segundo afirma um grupo de cientistas britânicos.

Geneticistas estimam que a migração da África para o Sudeste Asiático e a Austrália ocorreu 60 mil anos atrás. Mas Michael Petraglia, da Universidade Oxford, e colegas dizem que ferramentas achadas na Península Arábica e na Índia indicam que o êxodo começou entre 70 mil e 80 mil anos atrás – e talvez até antes.

As descobertas foram divulgadas no Festival Britânico de Ciências, que neste ano ocorreu na Universidade Aston, em Birmingham.

“Eu creio que múltiplas populações deixaram a África no período entre 120 mil e 70 mil anos atrás”, disse ele. “Nossa prova são ferramentas de pedra que podemos datar.”

Migração por terra

A maioria dos utensílios foi achada a centenas de quilômetros do mar. Segundo Petraglia, isso significa que é mais provável que os humanos tenham migrado por terra, e não de barco.

As peças foram encontradas em áreas que hoje são inóspitas, mas que à época eram muito mais favoráveis à sobrevivência humana.

“Durante o período de que estamos falando, os ambientes eram na verdade bem hospitaleiros”, disse ele à BBC News. “Onde hoje já desertos, costumava haver lagos e rios, e havia animais e plantas em abundância.”

O grupo encontrou as ferramentas de pedra – que medem entre 2 e 10 centímetros – em camadas de sedimentos, cuja idade pode ser medida com o uso de areia e material vulcânico coletados abaixo e acima dos objetos. As ferramentas são basicamente punhais e raspadores.

Algumas delas estavam cercadas por cinzas da gigante erupção de Toba, que os geólogos dizem ter ocorrido 74 mil anos atrás.

Outras espécies de hominídeos claramente deixaram a África antes da nossa espécie (Homo sapiens), mas Petraglia crê que as ferramentas foram feitas por homens modernos – e não pelos de Neandertal, por exemplo.

Análises genéticas

Pesquisas anteriores se embasavam em análises genéticas de populações modernas para determinar o quão distantes elas estavam dos ancestrais africanos. Segundo Chris Stringer, professor do Museu de História Natural de Londres, esses estudos indicam que humanos deixaram a África há cerca de 60 mil anos, ou ainda mais recentemente.

Para Petraglia, no entanto, pesquisar essas migrações por meio de análises genéticas pode gerar resultados imprecisos, já que não há amostras de DNA dos nossos antepassados para comparar com as amostras dos povos atuais.

O grupo do pesquisador agora planeja continuar com as escavações na Ásia.

 

CategoriasHistória Geral

Estudo genético indica que ser humano moderno surgiu no sul da África

Mark Kinver - Da BBC News

Um novo estudo genético entrou na discussão sobre as raízes da humanidade, fortalecendo a versão de que o ser humano moderno surgiu no sul da África e não no leste do continente, como indicam pesquisas e descobertas anteriores.

Em um artigo divulgado na publicação científica Proceedings of the National Academy of Sciences, os pesquisadores americanos sustentam que o sul africano provavelmente ofereceu melhores condições para o surgimento do ser humano moderno.

“A África é apontada como o continente de origem de todas as populações humanas modernas. Mas os detalhes da pré-história e da evolução humana na África permanecem obscuros devido às trajetórias complexas de centenas de populações distintas”, afirma o estudo.

A coautora do estudo Brenna Henn, da Universidade de Stanford, na Califórnia, disse à BBC que a equipe encontrou uma “diversidade (genética) enorme” entre as populações caçadoras e coletoras da África – mais que entre as sedentárias, baseadas na agricultura.

Tais populações eram altamente estruturadas e relativamente isoladas umas das outras, provavelmente retendo grandes variações genéticas entre si, afirmou.

“Analisamos os padrões de diversidade genética entre 27 populações africanas atuais, e percebemos um declínio de diversidade que começa de fato no sul da África e progride à medida que a análise caminha em direção ao norte do continente”, contou Henn.

Marco

Os modelos usados pela equipe são consistentes com a perda de variedade genética que ocorre quando um número muito pequeno de indivíduos estabelece uma nova população a partir de uma população original mais numerosa.

“As populações no sul da África têm a maior diversidade genética de qualquer população de que temos notícia”, afirmou a pesquisadora. “Isso sugere que esta pode ter sido a melhor região para dar origem aos humanos modernos.”

O paleontólogo Chris Stringer, do Museu de História Natural de Londres, que não faz parte da equipe que elaborou o estudo, disse que a pesquisa é um “marco” no seu campo de pesquisa.

“É um marco, que conta com muito mais dados sobre os grupos de caçadores e coletores que qualquer outro, mas eu continuo cauteloso em apontar um local de origem (para os primeiros humanos)”, afirmou.

‘Jardim do Éden’

O professor discorda da visão de que tenha havido uma espécie de “Jardim do Éden” a partir do qual a humanidade evoluiu.

“Diferentes populações da África antiga provavelmente contribuíram com os genes e o comportamento que formam o ser humano moderno.”

Stringer explicou que, embora a ocorrência de grupos caçadores e coletores seja bastante restrita atualmente, pinturas rupestres atribuídas a esses grupos sugerem que no passado eles se espalhavam por uma área muito maior.

“O novo estudo sugere que os genes dos Khomani (grupo étnico do sul da África), dos Biaka (da África Central) e dos Sandawe (do leste) parecem ser os mais diversos, e por conseqüência estas são as mais antigas populações de Homo sapiens“, argumenta.

“É mais provável que os grupos sobreviventes de caçadores e coletores sejam hoje restos localizados de populações que em outras épocas se distribuíam por toda a África subsaariana há 60 mil anos”, afirmou o paleontólogo.

 

CategoriasHistória Geral
Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Join 255 other followers