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Sugestão de leitura: “A História da Máfia”

julho 8, 2014

image001A História da Máfia apresenta os personagens obscuros por trás do mito da Máfia. Rastreia a história da organização desde a sua origem no século XIX como sociedade revolucionária camponesa até a derrubada do poder francês. Mostra também sua atração nos tempos modernos, com conquista. De partes do governo italiano e ocupando lugar de destaque em diversos acontecimentos da história do Mundo.

Também traz uma história minuciosa do papel da Máfia na Itália e nos Estados Unidos.Para quem deseja conhecer a verdade sobre o crime organizado e entender as forças violentas que o configuraram no último século, este livro é um guia indispensável.

A narrativa cativante mapeia o crescimento dessa pequena sociedade secreta insular até se tornar um gigantesco “polvo do crime”, com tentáculos que atingiam todos os níveis da sociedade ocidental além do submundo criminoso, atingindo também os escalões mais altos da política.

É mais uma publicação da M. Books disponível em livrarias por todo Brasil.

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Sugestão de leitura: “Titanic – A verdadeira e trágica história e atos de heroísmo de seus passageiros”

julho 8, 2014

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Mais de 1.500 pessoas morreram no naufrágio do Titanic, muitas afogadas, mas a maioria de hipotermia na fria noite de 15 de abril de 1912 no Atlântico Norte.

Os sobreviventes do desastre levaram para suas casas histórias de heroísmo e de covardia, de calma e de pânico, de honra e de desonra. E muitos desses relatos fazem parte deste livro do historiador inglês Rupert Matthews, que a editora M. Books acaba de publicar.

Clique aqui e veja mais detalhes sobre a obra e sobre sua aquisição.

 

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Capitanias Hereditárias – Aquilo que aprendemos (e ensinamos) pode estar errado!

julho 8, 2014

Estudioso reconstrói Capitanias Hereditárias e afirma que livros escolares estão errados

[Publicação original aqui]
O mapa provavelmente errado que aprendemos

O mapa provavelmente errado que aprendemos

RIO – Membro do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo, o engenheiro Jorge Cintra fez uma descoberta que pode mudar os livros escolares. Em um artigo recente, ele contesta o mapa das Capitanias Hereditárias eternizado por Francisco Adolfo de Varnhagen, considerado o pai da historiografia nacional, e propõe mudanças significativas no seu desenho. A partir de documentos da época, Cintra, que leciona na Escola Politécnica da USP, conseguiu reconstruir com maior exatidão os limites das porções de terra doadas, entre 1534 e 1536, pela Coroa Portuguesa a comerciantes e nobres lusitanos.

- A técnica evoluiu muito, os instrumentos de medição também. Para a cartografia, isso proporciona maior rigor na obtenção de resultados. E, sobretudo, acho que o professor Cintra, por ser engenheiro, teve uma exatidão que talvez um historiador não tivesse. O grande mérito dele foi ter verificado um erro de base, um erro de interpretação – elogia o geógrafo Jurandyr Ross, responsável por romper um paradigma semelhante ao propor uma nova classificação para o relevo brasileiro.

O sistema de Capitanias Hereditárias, que já havia sido utilizado com relativo sucesso na África, dividiu o território em 15 partes e pretendia viabilizar a exploração das riquezas do “Novo Mundo”. As terras tinham como limites o Oceano Atlântico, a Leste, e o Tratado de Tordesilhas, a Oeste. Após recuperar, analisar minuciosamente as cartas de doação e de notar detalhes que passaram despercebidos por Varnhagen em mapas da época, Cintra assegura que, no Norte, a divisão das fronteiras não foi feita de acordo com paralelos, e sim através de meridianos.

- Coloquei tudo em dúvida. Descobri um erro ao Sul e resolvi conferir todo o resto. Logo percebi que, de fato, o Norte não estava bem resolvido. Havia capitanias finas demais, era uma incógnita – explica.

De fato, as fronteiras que constam no mapa do Atlas Histórico Escolar do MEC, desenhado por Manoel Maurício de Albuquerque sob forte influência das definições de Varnhagen, mostram territórios extremamente estreitos no Norte. Para Cintra, frases contidas nos documentos de doação são as chaves para a solução do problema. Por exemplo, o documento destinado a Antonio de Cardoso de Barros diz: “As quais quarenta léguas se estenderão e serão de largo ao longo da costa e entrarão na mesma largura pelo sertão e terra firme adentro”.

- Se as divisas fossem para Oeste, o rei estaria doando um pedaço de mar. Isso é pouco lógico. Ora, o único jeito de se entrar sertão adentro é em direção ao Sul – sustenta.

Na mesma carta, há também uma cláusula de conflito. Ela previne a possibilidade de altercação sobre as limitações das divisas com os capitães vizinhos.

- Essa cláusula de compatibilidade não existe em nenhuma outra carta de doação. Como poderia haver conflito se as linhas fossem todas paralelas? – sentencia.

Finalmente, Cintra se valeu de uma observação sagaz do mapa de Bartolomeu Velho, de 1561. Nele, apesar de não haver divisas desenhadas, os nomes das capitanias ao Norte estão escritos em blocos separados de acordo com linhas imaginárias verticais.

- Se a divisão fosse horizontal como se pensava, o autor não precisaria “quebrar o texto” em duas ou três linhas e nem valer-se de abreviações. Ele poderia escrevê-los por extenso na mesma linha – pontua.

Além disso, no novo desenho proposto por Cintra, existem terras não distribuídas no Norte. Segundo o pesquisador, elas ficaram de fora das doações realizadas pela Coroa. Três capitanias — Maranhão, Rio Grande do Norte e São Vicente — também foram divididas em lotes. Por fim, o primeiro lote de São Vicente também teve divisas modificadas.

Para Cintra, o mapa de Varnhagen tem incorreções, pois o estudioso, em “História Geral do Brasil” (1854), recorreu a um desenho de Luis Teixeira onde as capitanias são representadas em 1586, mais de 50 anos após o início da divisão. Nele, a situação já não era mais a mesma. Por isso, o professor ressalta a importância de se duvidar de concepções tidas como definitivas:

- O artigo mostra uma coisa importante: até um entendimento que já vem de 160 anos pode ser derrubado. Ele deixa essa mensagem. Devemos colocar em dúvida outras coisas. Precisamos olhar novamente para os documentos cartográficos, voltar às fontes. Podemos ir mais fundo nos problemas.

Para Jurandyr Ross, que participou da banca de admissão de Cintra na Escola Politécnica, a descoberta é importante para o ensino de História no Brasil.

- O artigo me surpreendeu muito e causará um impacto significante para os livros escolares, que precisão corrigir esses mapas logo. Vamos ensinar uma História cada vez melhor – empolga-se.

Renato Franco, professor da disciplina Brasil Colonial no Departamento de História da UFF, elogia o artigo, mas não vê grandes mudanças na maneira com que o período pode ser enxergado pelos estudiosos do assunto.

- O texto é muito interessante. No entanto, não traz grandes impactos para a História do Brasil Colonial. Embora tenha sido completamente extinto apenas no século XVIII, o sistema de Capitanias Hereditárias rapidamente perdeu a força diante do desinteresse de boa parte dos donatários e do assédio de outras potências. Em 1549, a Coroa portuguesa mudou de estratégia e, progressivamente, as Capitanias Hereditárias foram perdendo força como forma de organização político-administrativa. O grande mérito do artigo é propor uma discussão sobre as eventuais imprecisões cartográficas, mas muda pouco no que diz respeito à nossa forma de enxergar a História do Brasil Colonial como um todo – opina.

Cintra concorda com Franco. Para ele, o período já “foi muito bem estudado” pelos profissionais brasileiros. Sobre a alteração dos livros escolares, diz não ter muita pressa. O cartógrafo explica que no meio científico, assim como na própria História, as coisas costumam levar tempo para serem completamente aceitas e solidificadas.

- A comunidade científica tem que ter calma. O primeiro reconhecimento foi ter sido publicado por uma revista de qualidade (“Anais do Museu Paulista”, da USP). Significa que revisores e editores de lá puseram a mão no fogo pelo meu trabalho. A partir daí, cada autor de livro didático tem que tomar conhecimento do artigo e se convencer dele. Então, vai começar a fase de transição – finaliza.

Nova representação da divisão das Capitanias Hereditárias

Nova representação da divisão das Capitanias Hereditárias

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Uruguai, 1930: A primeira participação do Brasil numa Copa do Mundo

junho 6, 2014

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Esta foi a seleção brasileira que entrou em campo para enfrentar a Iugoslávia na Copa do Mundo de 1930, primeiro jogo do time nacional em um mundial, ocorrido no Uruguai. No final, a seleção européia venceu por 2 a 1. Preguinho marcou o primeiro gol brasileiro em uma copa do mundo nesta ocasião. Em pé vemos o técnico Píndaro de Carvalho, Brilhante, Fausto, Hermógenes, Itália, Joel e Fernando; ajoelhados estão Poly, Nilo, Araken, Preguinho e Teóphilo.

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Sugestão de leitura: “Uma Nova História do Mundo”

maio 18, 2014

capa alta

A História fascina a todos os públicos. Diante disso, a obra “Uma Nova História do Mundo”, do produtivo historiador britânico Alex Woolf, apresenta uma visão abrangente, ágil e acessível da história da humanidade através de uma edição ricamente ilustrada.

Este livro conta a história da humanidade,desde seu início, há seis ou sete milhões de anos na África, até o mundo complexo e globalizado do século XXI. A história dos homens passa aos nossos olhos com uma profundidade de conhecimento, que nos permite acompanhar página a página os acontecimentos que construíram o mundo atual.

É uma obra para todos os públicos e também pode servir como uma interessante ferramenta didática que professores podem experimentar com seus alunos no Ensino Médio.

Para informações a respeito de onde adquirir o livro, clique aqui.

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Sugestão de leitura: “História da Primeira Guerra Mundial: Vitória na Frente Ocidental”

maio 18, 2014

1 - CAPA

Semanas atrás recomendei aqui a leitura do livro “Vitória no Pacífico: Do ataque a Peal Harbor à vitória em Okinawa”, de Karen Farrington, que é uma obra bastante informativa e ilustrada sobre um cenário tumultuado da II Guerra Mundial, sendo desses livros que prendem o leitor da primeira à última página. Retomando a parceria com a M. Boooks, recomendo a aquisição e leitura de mais uma obra que traz ótimas informações sobre a História Militar e sobre conflitos marcantes. Trata-se do livro “História da Primeira Guerra Mundial:  Vitória na Frente Ocidental”, do historiador Martin Marix Evans. O autor examina as táticas de combate preferidas pelos lados em conflito, em um trabalho conjunto de comando e controle da artilharia, dos tanques, da infantaria e da aviação, que atingiu um nível de sofisticação jamais visto naquela época.

No início de 1918, as inovações técnicas na fabricação de tanques e aviões, e a entrada dos Estados Unidos na guerra, foram decisivas para a derrota da Alemanha em algumas frentes de batalha. A vitória só poderia ser conquistada com o uso imediato da nova e poderosa tática de combate: a “fire-waltz”, a barreira de fogo da artilharia, e do ataque das tropas de choque da infantaria.

Este livro traz o relato das batalhas na França no último ano da Primeira Guerra Mundial, em uma narrativa envolvente com depoimentos vívidos das trincheiras e dos campos de batalha feitos pelos soldados e oficiais de todas as nações, que participaram da guerra. À medida que os exércitos opostos avançavam e recuavam em meio a batalhas em lugares inóspitos e em circunstâncias adversas, Martin Evans mostra a importância dos progressos técnicos e das novas estratégias para derrotar o inimigo.

O livro é uma aquisição perfeita para os aficionados, curiosos, estudantes e profissionais de História.

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Os neandertais eram tão inteligentes quanto os Homo sapiens

abril 30, 2014
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Crânio de um neandertal e de um Homo sapiens

O Homem de Neandertal não era exatamente o troglodita que se imaginava. Ele era tão inteligente quanto os homens modernos e esta é a conclusão foi confirmada por mais um estudo (de pesquisadores da Universidade de Leiden, Holanda) sobre esta espécie humana primitiva – e não é a primeira investigação a concluir isso.

Os neandertais surgiram aproximadamente entre 350.000 a 400.000 anos atrás e foram extintos por volta de 30.000 passados, tendo se espalhado por várias partes da Europa e Ásia. As razões para o desaparecimento da espécie são controvertidas e por muito tempo cogitava-se que a extinção dos neandertais ocorreu em função da desvantagem cognitiva que sofriam em relação aos seus parentes “mais evoluídos”, os Homo sapiens.

Já os pesquisadores C. Michael Barton (Universidade do Arizona State) e Julien Riel-Salvatore (Universidade do Colorado) concluíram que as aproximações entre os neandertais e nossa espécie eram mais intensas do que muitos imaginavam. Os cientistas desenvolveram estudos que indicaram que traços genéticos entre as duas espécies são compartilhados porque os cruzamentos entre elas eram comuns. Eles sugerem que os neandertais foram sendo extintos por terem chegado a ponto no qual a sua população passou a ser significativamente inferior. Os estudiosos acreditam que o processo de miscigenação pode ter sido o destino de nossos primos ancestrais, que teriam minguado através de um processo no qual sua presença foi sendo diluída pela mistura com indivíduos de uma espécie que se tornou numericamente muito superior, enfim, eles não aceitam uma ideia que durante muito tempo se propaga que trata da extinção como um processo no qual os neandertais quase que simplesmente desapareceram.

E eles não encerram aí suas conclusões: Avaliando resquícios materiais deixados pelos neandertais, os especialistas também não acham que eles fossem “inferiores” ou menos hábeis e capazes que nossa espécie.

Wil Roebroeks (da Universidade de Leiden) e Paola Villa (Universidade do Colorado) concordam com outras possibilidades a respeito do que se imaginava sobre os neandertais e sua suposta inferioridade. Eles defendem a tese de que as pesquisas mais antigas e até mais conhecidas acabaram induzindo a um importante erro de avaliação porque os pesquisadores costumavam comparar restos de espécimes de neandertais com esqueletos de Homo sapiens do paleolítico superior, quando, na verdade, deveriam realizar as comparações com homens modernos contemporâneos dos neandertais. Segundo Paola Villa “isso é como dizer que as pessoas no século 21 são mais inteligentes do que as do 19 porque estas últimas não tinham laptops nem realizavam viagens espaciais” e conclui afirmando: “O que estamos dizendo é que a visão convencional de neandertais não é verdade”.

As pesquisas mais recentes também recorrem a novos métodos e exploram as potencialidades dos estudos genéticos.

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