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A artística caligrafia árabe

abril 21, 2014

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Proibidos de retratarem seres animados criados por Deus, o que poderia levar a alguma forma de adoração dessas imagens e/ou estatuetas, os artistas árabes-islâmicos desenvolveram a arte da caligrafia. Uma vez que a revelação da mensagem divina utilizou a palavra, ela também poderia ser utilizada para representar esses seres sem incorrer no risco do politeísmo. Vários estilos de caligrafia foram desenvolvidos ao longo dos séculos. A imagem aqui exibida, representando um leão, é do século XVI e as letras formam uma prece para o Iman Ali, primo e genro do Profeta e também o quarto califa do Islã.

Texto adaptado e imagem extraídos da revista Al Tawdih no. 1, editada pela Associação Beneficente Muçulmana do Rio Grande do Norte

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A evolução do hábito de fotografar mortos no século 19

abril 21, 2014

A postagem “Fotografar mortos era coisa normal no século 19″ atraiu bastante interesse por causa do aspecto peculiar do costume de realizar registros fotográficos devidamente preparados e bem produzidos de cadáveres.

É verdade que registrar a morte através de imagens não era nenhuma surpresa, pois isso era feito ao longo dos séculos através da pintura e a fotografia apenas popularizou (e barateou) esta prática.

Inicialmente eram feitas fotos dos defuntos em seus caixões, mas a ideia que posteriormente mais prosperou e chamou a atenção foi a tentativa de dar à cena fúnebre um aspecto de naturalidade, até sugerindo que os mortos estavam dormindo tranquilamente ou ou ainda as cenas eram constituídas como se os cadáveres estivessem vivos (neste caso, recorriam a maquiagens e aparatos para manter os corpos firmes e até de pé). Os vivos também podiam compor as cenas, posando juntamente com os mortos em posições orientadas pelos profissionais especializados em tais registros – em determinados casos a composição ficava tão bem elaborada que chega a ser complicado diferenciar os mortos dos vivos nas fotografias.

Também chamava a atenção a grande quantidade de fotografias de crianças mortas, pois nestas situações as imagens tomavam dimensão ainda mais melancólica. A quantidade de imagens de crianças mortas se explica a partir dos altos índices de mortalidade infantil, o que criava uma demanda para esse tipo de registro e gerava lucros para os fotógrafos e suas companhias especializadas.

O auge dos registros fotográficos elaborados de mortos ocorreu durante a Era Vitoriana, mas também não era incomum já nas duas primeiras décadas do século 20. Em alguns lugares da Europa Oriental a prática permanece.

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O mulherengo Fidel Castro

abril 21, 2014
Fidel Castro rodeado por admiradoras em uma viagem à Nova York (1959)

Fidel Castro rodeado por admiradoras em uma viagem à Nova York (1959)

Todo mundo conhece a habilidade de Fidel Castro como orador e sua capacidade de ficar horas discursando sem parar. Mas o líder da Revolução Cubana tem (ou tinha) outros talentos menos debatidos. Ele fazia sucesso com as mulheres e também fez fama como mulherengo inveterado. Consta até que ele teve, pelo menos, dez filhos – o próprio Fidel chegou a dizer que tinha uma “tribo” de filhos numa entrevista em 1993.

O ditador cubano (dá para negar isso?) teve com Myrta Diaz-Balart, sua primeira esposa, seis filhos. Teve ainda um “casamento secreto” em 1980 (mas só revelado em 2003) com Dalla Soto del Valle, mas vários outros casos igualmente secretos existiram mesmo desde antes de sua ascensão ao poder – só em 1956, Fidel teve três filhos com três mães diferentes.

 

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O outro lado (literalmente) da máscara mortuária de Tutancâmon

abril 18, 2014

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É uma das peças artísticas mais fascinantes e famosas do mundo. Esta beleza foi moldada em ouro, tem detalhes em pedras semi-preciosas e e vidro colorido e sua autoria é desconhecida. A peça faz parte do acervo do Museu Nacional do Egito, no Cairo.

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Sherry Britton – Da discriminação física ao mérito acadêmico

abril 18, 2014

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Sherry Britton (1918-2008), cujo nome verdadeiro era Edith Zack, foi atriz e dançarina burlesca que causou escândalo principalmente no auge de sua carreira, entre as décadas de 1930 e 1940. Suas belas formas físicas não agradavam a todos e ela frequentemente era ridicularizada, sobretudo no início de sua vida nos palcos, por ser “muito magra”. Ela fez apresentações teatrais, entreteve soldados em shows durante a II Guerra Mundial e continuou realizando suas performances até ultrapassar os 40 anos de idade. Mesmo não tendo concluído sua formação escolar regular, acabou ingressando na Universidade Fordham (Nova York) e concluiu sua graduação em Direito com altíssimos méritos acadêmicos aos 63 anos de idade (formou-se com uma distinção típica da Academia anglo-saxã, recebendo a referência Magna cum Laude, ou seja, “com grandes honras”).

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As Múmias de Guanajuato

abril 18, 2014

Em Guanajuato, México, um surto de cólera em 1833 ocorreu de forma devastadora, causando várias mortes entre os habitantes, que foram sepultados no cemitério local. Em 1896 muitos corpos precisaram ser desenterrados porque as autoridades locais resolveram implementar uma nova política e taxas para uso do cemitério, necessitando reutilizar terrenos já ocupados para garantir espaço para novos sepultamentos (sobretudo de quem pudesse pagar).

Mas ao reabrir 119 das covas de vítimas da epidemia de cólera ocorrida 63 anos antes, o espanto foi grande, pois os cadáveres foram mumificados naturalmente. E como se não bastasse este fato, as múmias apresentavam expressões de horror, bocas abertas e posições diferentes com seus corpos retorcidos.

Hoje as tenebrosas múmias estão em exibição num museu.

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Jararaca: De cangaceiro a “santo”

abril 17, 2014
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O cangaceiro Jararaca após ser ferido durante um ataque à cidade de Mossoró

O pernambucano José Leite de Santana, ex-soldado do Exército, virou integrante do bando de Lampião e atuou na fracassada invasão à cidade de Mossoró (RN) no dia 27 de junho de 1927, ocasião na qual foi baleado e deixado para trás após a retirada de seus comparsas, que acreditavam que ele havia morrido durante o tiroteio. Mesmo ferido, baleado no do tórax, o cangaceiro foi levado para a delegacia, onde foi torturado e condenado a morte sem julgamento.

Jararaca detido

Jararaca detido

Jararaca foi condizido para o cemitério para a realização da execução exatamente diante de sua futura cova. Segundo o comandante policial da cidade, “foi-lhe dada uma coronhada e uma punhalada mortal. O bandido deu um grande urro e caiu na cova, empurrado. Os soldados cobriram-lhe o corpo com areia”. Mas a cova, cavada às pressas, era pequena para o corpo do cangaceiro e a solução encontrada pela polícia foi prática: Quebraram as pernas do cadáver. Há também quem diga que Jararaca foi enterrado vivo, pois ainda na agonia da morte a terra foi sendo jogada sobre ele até que o cangaceiro fosse totalmente soterrado.

As circunstâncias da morte causaram comoção entre as pessoas mais pobres e o túmulo do cangaceiro virou ponto de romaria.

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