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O outro lado (literalmente) da máscara mortuária de Tutancâmon

abril 18, 2014

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É uma das peças artísticas mais fascinantes e famosas do mundo. Esta beleza foi moldada em ouro, tem detalhes em pedras semi-preciosas e e vidro colorido e sua autoria é desconhecida. A peça faz parte do acervo do Museu Nacional do Egito, no Cairo.

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Sherry Britton – Da discriminação física ao mérito acadêmico

abril 18, 2014

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Sherry Britton (1918-2008), cujo nome verdadeiro era Edith Zack, foi atriz e dançarina burlesca que causou escândalo principalmente no auge de sua carreira, entre as décadas de 1930 e 1940. Suas belas formas físicas não agradavam a todos e ela frequentemente era ridicularizada, sobretudo no início de sua vida nos palcos, por ser “muito magra”. Ela fez apresentações teatrais, entreteve soldados em shows durante a II Guerra Mundial e continuou realizando suas performances até ultrapassar os 40 anos de idade. Mesmo não tendo concluído sua formação escolar regular, acabou ingressando na Universidade Fordham (Nova York) e concluiu sua graduação em Direito com altíssimos méritos acadêmicos aos 63 anos de idade (formou-se com uma distinção típica da Academia anglo-saxã, recebendo a referência Magna cum Laude, ou seja, “com grandes honras”).

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As Múmias de Guanajuato

abril 18, 2014

Em Guanajuato, México, um surto de cólera em 1833 ocorreu de forma devastadora, causando várias mortes entre os habitantes, que foram sepultados no cemitério local. Em 1896 muitos corpos precisaram ser desenterrados porque as autoridades locais resolveram implementar uma nova política e taxas para uso do cemitério, necessitando reutilizar terrenos já ocupados para garantir espaço para novos sepultamentos (sobretudo de quem pudesse pagar).

Mas ao reabrir 119 das covas de vítimas da epidemia de cólera ocorrida 63 anos antes, o espanto foi grande, pois os cadáveres foram mumificados naturalmente. E como se não bastasse este fato, as múmias apresentavam expressões de horror, bocas abertas e posições diferentes com seus corpos retorcidos.

Hoje as tenebrosas múmias estão em exibição num museu.

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Jararaca: De cangaceiro a “santo”

abril 17, 2014
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O cangaceiro Jararaca após ser ferido durante um ataque à cidade de Mossoró

O pernambucano José Leite de Santana, ex-soldado do Exército, virou integrante do bando de Lampião e atuou na fracassada invasão à cidade de Mossoró (RN) no dia 27 de junho de 1927, ocasião na qual foi baleado e deixado para trás após a retirada de seus comparsas, que acreditavam que ele havia morrido durante o tiroteio. Mesmo ferido, baleado no do tórax, o cangaceiro foi levado para a delegacia, onde foi torturado e condenado a morte sem julgamento.

Jararaca detido

Jararaca detido

Jararaca foi condizido para o cemitério para a realização da execução exatamente diante de sua futura cova. Segundo o comandante policial da cidade, “foi-lhe dada uma coronhada e uma punhalada mortal. O bandido deu um grande urro e caiu na cova, empurrado. Os soldados cobriram-lhe o corpo com areia”. Mas a cova, cavada às pressas, era pequena para o corpo do cangaceiro e a solução encontrada pela polícia foi prática: Quebraram as pernas do cadáver. Há também quem diga que Jararaca foi enterrado vivo, pois ainda na agonia da morte a terra foi sendo jogada sobre ele até que o cangaceiro fosse totalmente soterrado.

As circunstâncias da morte causaram comoção entre as pessoas mais pobres e o túmulo do cangaceiro virou ponto de romaria.

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A insaciável Catarina II, A Grande

abril 17, 2014

 

Catarina em sua juventude e em fase adiantada de seu longo reinado

Catarina em sua juventude e em fase adiantada de seu longo reinado

Sem dúvida, Catarina II era poderosa. A czarina governou a Rússia de 1762 a 1796 e ao longo de seu reinado colecionou histórias, muitas delas bastante apimentadas. Casou-se com Pedro III, mas acabou depondo o marido do trono com a ajuda de seu amante, o nobre general Grigory Grigoryevich Orlov (pai de dois filhos da czarina).

Catarina até cogitou casar-se com seu parceiro de golpe político, mas não fez isso. Acabou mesmo foi criando fama de amante incontrolável e sedenta por experiências tórridas.

Muitos dos casos atribuídos a ela talvez nem sejam verídicos, mas os boatos e fatos reúnem uma grande quantidade de situações. É usual a ideia de que Catarina teve inúmeros amantes desde a juventude até a fase madura – teve amantes maduros quando era jovem e amantes jovens quando era uma senhora já com idade mais avançada. Os boatos a seu respeito costumam girar em torno de seu apetite sexual. Ela morreu por conta de um AVC aos 67 anos, mas houve quem espalhasse que a causa da morte foi outra. Uma versão nada abonadora dizia que ele morreu fazendo sexo com um cavalo, que caiu sobre a czarina, que teria sido esmagada por seu amante relinchante.

De onde vieram histórias como essa? Da fama que Catarina, A Grande, acabou criando por conta de sua vida íntima agitada. Ela assumiu vários casos publicamente costumava oferecer vantagens a eles, como nomeações para cargos, títulos nobiliárquicos e domínio sobre propriedades. A czarina chegou até a ter assessoria para escolha de amantes, embora ela não tolerasse ser traída.

Sua vida sexual promíscua não impediu que ela construísse uma sólida reputação como governante respeitada pela população. Teve uma relação complicada com as religiões, sendo tolerante com islâmicos e severa com judeus e até com católicos ortodoxos. Diante de um protesto formal contra a construção de mesquitas na Rússia a czarina chegou a responder que não governava os Céus e que não interferiria em assuntos desse tipo.

Em seu reinado foi inaugurada a Universidade de Moscou e ela admirava muitos dos ideias filosóficos de seu tempo, tendo sido correspondente do iluminista Voltaire. Catarina deu passos importantes para a ampliação da influência ocidental sobre a Rússia Imperial e é reconhecida como uma das grandes referências históricas do país.

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O Massacre dos Valdenses

abril 17, 2014

Na Itália do século XVII ainda era grande a perseguição aos valdenses, adeptos do medieval segmento cristão difundido pelo francês Pedro Valdo (Pierre Vaudès, 1140–1218), que desafiou a Igreja Católica ao pregar diversas concepções e práticas que somente foram retomadas com efeito e força durante a Reforma Protestante. Os valdenses, muito antes de Lutero, já empregavam bíblias traduzidas em seus idiomas e defendiam a abolição do uso de imagens e do poder da hierarquia eclesiástica católica, tendo sido condenados pelo papa Lúcio III em 1184 e oficialmente excomungados em 1215, durante o IV Concílio de Latrão (1215). Eram desde então vistos como seguidores de movimento herético a ser combatido pelos católicos e por Roma e essa postura vigorou ao longo dos anos mesmo com a ocorrência de fases de maior perseguição e outras nas quais eram quase que ignorados. Ainda assim, os valdenses continuaram existindo, persistindo e defendendo suas concepções e práticas.

Desde o surgimento da Reforma Protestante os valdenses passaram a integrar o movimento que se opunha à Igreja Católica – mesmo sendo anteriores e precursores de muitas das teses e princípios do protestantismo mais conhecido. As perseguições que sofriam passaram até a ser reforçadas em função desse fato.

Em abril de 1655, sob as ordens de Carlos Emmanuel II, o Duque de Sabóia, um sangrento massacre ocorreu no Piermonte, Itália, região onde era concentrado um significativo contingente de valdenses, que constituíam comunidades isoladas do convívio com católicos e alheias às autoridades políticas aliadas ao papado. O duque simplesmente decidiu que deveria eliminar os valdenses de seus domínios e reuniu uma poderosa tropa para cumprir este propósito. E não houve limite para a realização deste extermínio, pois nem crianças ou pessoas idosas ou doentes eram poupadas da carnificina. Todos os métodos de torturas e execuções foram empregados para dar efeito à eliminação sangrenta dos valdenses e até persistiram relatos de que os exterminadores (a maioria deles constituída por mercenários de várias procedências) chegaram a praticar canibalismo, comendo partes de corpos que foram cozidos.

A repercussão dos massacre foi péssima e até mesmo o protestante Oliver Cromwell, líder da república revolucionária inglesa, chegou a ameaçar os domínios do agressor e a articular uma retaliação aos aliados do Duque de Sabóia, como era o caso do jovem rei Luís XIV, da França.

As imagens a seguir foram retiradas da obra “The history of the evangelical churches of the valleys of Piemont” (1658), de autoria de Samuel Morland, um inglês protestante que ressaltou o lado dos valdenses.

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Tortura Medieval – O “pônei”

abril 16, 2014
Cavalo de Madeira, Pônei ou Burro Espanhol

Cavalo de Madeira, Pônei ou Burro Espanhol

Variação de dispositivos de tortura que já eram utilizados no Império Romano e que, por meio de “melhorias”, passou a ser empregado com maior intensidade durante a Idade Média, chegando a ser utilizado por colonizadores nas Américas e tendo uso registrado até na Guerra Civil Americana. Sua estrutura básica era formada por um segmento de tronco serrado de maneira que sua extensão tomasse forma triangular e era utilizado principalmente para torturar mulheres, que ficavam sentadas sobre o aparelho e usualmente recebiam pesos nos tornozelos para propiciar desconforto ainda maior.

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